quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Pequena

Sobre essa pequena há uma risada constante e um pouco nervosa, ela ri pra esconder e pra mostrar.
Há uma piada pra disfarçar a dor, uma dor pra disfarçar a piada e uma dor pra disfarçar uma dor.
Há um querer tudo, há um querer todos, há um querer.
Confusa e linda.
Cativante e perdida.
À procura de sua grande história, de sua grande chance, de sua volta por cima.
Há a saudade de um afeto ausente e necessário.
Há uma nova mulher, meio tensa, e uma menina alegre que às vezes entram em conflito de interesses.
Há uma vontade de que a abracem forte, de que afaguem seus cabelos, de que lhe digam que vai ficar tudo bem. De que não irão deixá-la apesar de toda confusão que ela é.
Há medo.
Há uma força que ela ainda não conhece.
Há um dom pra alegria que ela ignora, sabe-se lá por que. Supõe-se que ela ache que não a mereça.
Mas sobre ela, há uma alegria merecida.
Há uma constante inquietação, um constante vazio, uma esmagadora falta.
Há um amor.

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