terça-feira, 30 de novembro de 2010

Desculpa, vida.

Desculpa, vida, se eu não faço as coisas como devem ser feitas.

Se não sou tão inteligente e sagaz.

Se gosto mais de me distrair do que ficar concentrada

Se me distraio com as nuvens e as pessoas passando lá fora

Se meu pensamento voa em momentos inoportunos

Porque eu, na minha limitação humana, não posso voar.

Se minhas emoções explodem e me impedem de fazer coisas importantes

Se não tenho grana pra fazer coisas legais

Se não consigo amar e ser amada na medida certa

Se tenho preguiça de falar e ter contato com a maioria das pessoas

Desculpas, vida, por ser tão imperfeita.

Tão desajustada

Mas não precisa ser tão cruel.

Não precisa.

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