sábado, 21 de março de 2009

Madrugada


Espera a vida fazer silêncio ou falar baixinho
Ao menos dá uma chance pra ela falar tua língua
Seguir teu ritmo
Entrar na tua
Talvez um dia ela pare e entenda que você só quis entendê-la
E se você abriu os braços foi pra abraçá-la
E que só cerrou os lábios, pra escutá-la

E quando ela estava aos gritos, aos prantos, aos tantos:

Se estendeu a mão, foi pra tocá-la...
Se falou baixinho, foi pra acalmá-la...
E se berrou tão alto, pra controlá-la...
Não se preocupe, um dia ela terá que entender que é sua...
Mesmo que hoje ela resista e te desafie
E te arranhe a carne
E verta teu sangue

Já viu a importância que ela dá as cores?

Aos tons...
Aos sons...
Às dores.

E se ela finalmente calar?
Já pensou?
Você diante do silencio da vida...
Da di-solução de tudo

Do rompimento.
~*~
Foto desfocada mermo!

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