quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cambaio

~*~
Eu quero moça que me deixe perdido
Procuro moça que me deixe pasmado
Essa moça zoando na minha idéia
Eu quero moça que me deixe zarolho
Procuro moça que me deixe cambaio
Me fervendo na veia

Desejo a moça prestes
A transformar-se em flor
A se tornar um luxo
Pro seu novo amor
Moça que vira bicho
Que é de fechar bordel
Que ateia fogo às vestes
Na lua-de-mel

Eu quero moça que me deixe maluco
Moça disposta a me deixar no bagaço
Essa moça zanzando na minha raia
Eu quero moça que me chame na chincha
Com sua flecha que crave um buraco
Na cabeça e não saia

Vejo fulana a festejar na revista
Vejo beltrana a bordejar no pedaço
Divinais garotas
Belas donzelas no salão de beleza
altas gazelas nos jardins do palácio
Eu sou mais as putas
~*~
Judith and the Head of Holofernes, Gustav Klimt
~*~
Por algum motivo que não sei explicar, paro o dia com um meio sorriso quando essa música toca no rádio, geralmente estou sentada dentro do ônibus. Sempre tive vontade de juntar ela em algum lugar com esse quadro do Klimt (talvez uma livre-associação-sem-sentido...). O por quê? O olhar da Judith de Klimt diz tudo...
Ah...Os olhares das mulheres de Klimt... Poder & Perigo... Como uma "aspirante" a Lilith que sou, não posso deixar de ficar fascinada com eles.
Ainda lamento ser tão Teresa (ler ' A insustentável leveza do ser'), mas do jeito que andam as coisas ainda me torno uma Sabina. O bom é ser uma pouco das duas.
Acredito, ao ver essa tela, que Klimt viu mais que uma história bíblica... Talvez eu também esteja vendo mais do que ele quis passar, mas não sou especialista em obras de arte.
Aqui, me reservo ao direito de escrever a merda que eu quiser.
P.s.: Raios... Que mistura obliqua é essa... Preciso ser mais linear.

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