quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Filisteus

A palavra filisteu, no sentido não-histórico, refere-se à pessoa deficiente na cultura das Artes liberais, um oponente intolerante do boêmio, quem exibe um código moral restritivo, desapreciador das ideias artísticas.

A partir do século XIX, na Europa, a palavra "filisteu" passou a designar pessoas de comportamento acovardado, que têm ojeriza por questões políticas maiores, não valorizam arte, beleza ou conteúdo intelectual, e satisfazem-se com o cotidiano da vida privada pacata e confortável. O filisteu não seria adepto de ideais, mas apenas de propostas práticas passíveis de ser contabilizadas em melhorias para sua vida privada imediata.


Fonte: aqui.

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Okay. Detestável, mas seria mais fácil, não?

É quase um "não sentir".

Quando se está sufocando, por ter acreditado numa ideia,

você acaba por querer ser o que mais detesta.

E no fim, nada valeu a pena e você se sente um idiota por ter acreditado.

Tem sido assim com as paixões humanas.


sábado, 10 de outubro de 2009

num sábado pudico...


"Ah! Essas pessoas sensatas!”, exclamei sorrindo. “Paixão! Embriaguez! Loucura! Vocês, pessoas decentes, ficam aí impassíveis, censurando os bêbados, abominando os insensatos, seguem o seu caminho como um padre e agradecem a Deus como um fariseu, por não tê-los feito iguais a nenhum deles. Por mais de uma vez me embriaguei e as minhas paixões estiveram à beira da loucura, e não me arrependo disso; pois, de uma certa forma, consegui compreender por que todos os homens extraordinários, que fizeram alguma coisa grande, alguma coisa inacreditável, sempre foram chamados de bêbados ou loucos. Mas também na vida comum é insuportável acabar de executar uma ação espontânea, nobre e inesperada, e logo ouvir alguém dizendo: ‘Este homem está bêbado, está doido!’. Vocês, sóbrios, não têm vergonha? Vocês, eruditos, não têm vergonha?"

Os sofrimentos do jovem Werther, Goethe.

domingo, 4 de outubro de 2009

ele, de novo.

não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo esta bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem.

Caio F. Abreu